Prezado internauta, iniciamos o mês de julho no qual convido-vos a conhecer um pouco da história de São Joaquim e Santana que celebraremos no próximo dia 26 – dia dos avós.
O culto de santa Ana e de são Joaquim é antiqüíssimo, sobretudo entre os Orientais, como o revelam são Gregório Nisseno e santo Epifânio, os hinos gregos e as homilias dos Santos Padres, que louvam extraordinariamente a bem-aventurada mãe da Virgem Maria. Justiniano mandou construir em Constantinopla uma igreja em honra de Santa Ana – isto em 550.
Em 636, ano da tomada de Jerusalém pelos muçulmanos, existia já, em honra da mãe de Maria Santíssima, uma basílica, hoje esplendidamente restaurada, junto da piscina probática, basílica em cuja área a tradição estabelece o lugar do nascimento da Mãe de Deus. Consta de três naves esplêndidas, que terminam em abside. No altar-mor há uma estátua preciosa de Santa Ana ensinando a Sagrada Escritura à Filha, recordação que inspirou muitos artistas.
No Ocidente, o culto de santa Ana não é anterior ao século VIII. A festa litúrgica de santa Ana começa a aparecer, por aqui e por acolá, em pleno decurso da Idade Média. Entra definitivamente no Missal Romano em 1584, no tempo de Gregório XIII.
O nome de Ana é em hebraico Hannah ou Joana, e exprime graça. Joaquim equivale a «Javé prepara ou fortalece». Ambos os nomes indicam, portanto, a sua missão divina: preparar em Israel a realização das promessas messiânicas, sendo eles os imediatos progenitores da Mãe do Salvador.
Pouco nos consta da vida externa destes dois santos esposos. Basta-nos saber que foram pai e mãe da «cheia de graça, a bendita acima de todas as mulheres e a mãe de Jesus». Sabemos que no seio de Ana germinou a plenitude da graça; que nas suas entranhas se realizou o mistério da Imaculada Conceição.
Os dois anciãos tinham por muito tempo suplicado ao Senhor uma bênção; e afinal veio a ser-lhes concedida em abundância. Todos os anelos, todos os suspiros apaixonados dos antigos patriarcas se tinham condensado neles, e neles se condensou também a realização de todas as promessas de Deus, ao fazê-los pai e mãe de Maria. Eles foram a haste donde brotou a flor que havia de produzir o fruto bendito, que é Jesus, o Salvador. É isto o que sabemos de santa Ana e são Joaquim. Basta e sobra para a nossa devoção e o nosso reconhecimento. Grandes tiveram de ser aqueles corações e muito santos, para Deus os escolher como pais da Virgem Imaculada, Mãe de Deus.
São Joaquim e Santana – rogai por nós.
Pe. Henrique Ney
- Fevereiro de 2012
- Janeiro de 2012
- Dezembro de 2011
- Novembro de 2011
- Outubro de 2011
- Setembro de 2011
- Agosto de 2011
- Julho de 2011
- Junho de 2011
- Maio de 2011
- Abril de 2011
- Março de 2011
- Fevereiro de 2011
- Janeiro de 2011
- Dezembro de 2010
- Novembro de 2010
- Outubro de 2010
- Setembro de 2010
- Agosto de 2010
- Julho de 2010
- Junho de 2010
- Maio de 2010
- Abril de 2010
- Março de 2010
- Fevereiro de 2010
- Janeiro de 2010
- Dezembro de 2009
- Novembro de 2009
- Outubro de 2009
- Setembro de 2009